Tapetes Clássicos
A tendência da decoração de interiores modernos modificou profundamente a manufatura dos tapetes orientais no que diz respeito às cores, desenhos e tamanhos. Os ambientes de hoje requerem tons mais claros e estampas menos elaboradas.
Atender a esta nova demanda não foi fácil para os Iranianos cujos critérios decorativos são baseados em tradição secular. Foi com a ajuda de designers europeus que, aos poucos, os artesãos se adaptaram. Um exemplo é o kelim "Magreb" cujas listas horizontais se inspiram de desenhos primitivos da África do norte. Outro meio de atender este novo mercado foi encomendar diretamente, sob supervisão de negociantes europeus e norte-americanos, tapetes com estas características. Particularmente interessante é o caso de um povo do Afganistão, os "Ersari", que fugindo da guerra se refugiou no país vizinho, o Paquistão, em volta da cidade de Peshawar. Sem meios de subsistir, mas possuidor de uma técnica invejável de tecelagem, começou a produzir tapetes com desenhos, cores e tamanhos conforme o gosto ocidental contemporâneo. Muito apreciadas são as peças de inspiração caucasiana ( "Kazak", "Shirvan", etc..) ou persa como aquelas manufaturadas pela companhia "Ziegler" em Sultanabad ( Arak) por volta de 1880. Da mesma maneira os refugiados tibetanos estabelecidos no Nepal se especializaram em tapetes com cores neutras e decoração despojada: